PALAVRA DO PRESIDENTE DA FPK

 

 ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS


       Para realizar competições de karatê sejam elas de pequeno, médio ou grande porte é imprescindível que seja respeitada a integridade física dos atletas, sem esquecer a acomodação e conforto dos pais, familiares e público em geral.
Organizadores de evento devem disponibilizar ginásio esportivo agradável, de fácil acesso e localização, com vestiários e sanitários limpos e espaçosos, muita água, serviços médicos, árbitros remunerados e capacitados, local para alimentação e pisos oficiais (emborrachados) com área de 100 m².
      A Federação Pernambucana de Karatê (FPK), única entidade oficial de karatê no estado de Pernambuco, propicia essas benesses aos seus filiados, uma vez que valorizamos e respeitamos nossos atletas. Utilizamos em nossos eventos de Karatê OFICIAL no mínimo 300 peças emborrachadas; áreas mínima de 10 x 10m; 100 metros quadrados. Oferecemos, portanto, segurança aos excelentíssimos atletas.
Algumas entidades de “karatê” não oficiais, entretanto, realizam “competições” regionais e nacionais com áreas de 5 X 6 m, 7 X 7 m, 8 X 6 m, com objetivo de ganharem espaço e economizarem tatames (peças), deixando os atletas sem segurança, correndo riscos de contusões ao saírem de áreas de competição que variam de 30 a 50 metros quadrados. Essas “entidades” enganam a opinião pública e até mesmo seus atletas ao apresentarem “competições” com 8, 10 ou até mesmo 14 áreas, porém todas com 40 ou no máximo 50 peças. Nos “eventos” NÃO OFICIAIS ainda utilizam-se árbitros-atletas; muitos atuam, inclusive de karate-gi (kimono).
Isso é um desrespeito aos excelentíssimos atletas!

 

COMPETIÇÃO X FESTIVAL DE MEDALHAS

     No Karatê OFICIAL dividimos as competições por categorias; os eventos nacionais, sob organização da Confederação Brasileira de Karatê, entidade vinculada ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro) são distribuídos da seguinte maneira:
     1) Campeonato Brasileiro Mirim, Infantil e Infanto-juvenil
Karatecas de 07 a 15 anos; com graduação mínima de 4º kyu para os jovens até 10 anos de idade. É preciso no mínimo 24 meses de treino obter o 4º kyu. A partir dos 11 anos a graduação mínima para participar é o 2º kyu; pelo menos 48 meses de treinamento.
     2) Campeonato Brasileiro Juvenil e Júnior
Só podem participar do evento karatecas com graduação mínima de 2º kyu.
     3) Campeonato Brasileiro Adulto
Só podem participar do evento karatecas com graduação mínima de 2º kyu.
     4) Campeonato Brasileiro de Kata
Só podem participar do evento karatecas com graduação mínima de 2º kyu.

     As federações não oficiais realizam “eventos” com mais de 300 categorias. Realizam inclusive nacionais com categorias apenas para faixas branca e amarela, vermelha e laranja, verde, roxa e marron, preta jovem, preta máster entre outras divisões para criar “campeões”. Isso é competição ou festival de medalhas?
     Evidentemente, sem querer ofender, pois tenho o maior carinho e respeito por todos que praticam esporte, em especial o karatê, porém sinto-me na obrigação de esclarecer a comunidade esportiva, autoridades, bem como sociedade em geral que algumas federações não oficiais de karatê realizam esses festivais e intitulam faixas brancas, amarelas e outros iniciantes de campeões brasileiros.
     Cremos que isso é uma enganação muito grande ao próprio atleta e sociedade. Acreditamos que os iniciantes devem receber o maior afago e atenção, porém devem ser lançados cuidadosamente em competições.

DESDE QUE O MUNDO É MUNDO A VERDADE SOBRESSAI-SE DA MENTIRA


     Não adianta mais mentiras e enganações, pois a verdade pode tardar, porém não falta. Afirmo isso para mostrar que a maioria das pessoas que estão nas inúmeras federações NÃO oficiais saíram da CBK por falta de competência; hoje intitulam-se karatecas e ainda com graduações elevadas que chegam inclusive, pasmem até 10º Dan. Que vergonha! Muitos são técnicos de seleções estaduais e até mesmo de seleções brasileiras, outros também são campeões mundiais. Pura enganação!
     Essas pessoas deveriam ter mais respeito com a sociedade e, especialmente, seus patrocinadores. Esses dirigentes, técnicos e até mesmo alguns atletas de entidades não oficiais não tiveram êxito na Confederação Brasileira de Karatê; são competidores, instrutores e dirigentes frustrados. Fundam, portanto, aleatoriamente federações e confederações sem o menor escrúpulo. Confortando seus egos com títulos, cargos e poder.
Não consigo entender, porém, como há confederações que têm mais de uma federação filiada no mesmo estado; algumas têm quatro, cinco ou até mais federações em um único território estadual. Eles não conseguem se entender entre eles mesmos. Imagino, dessa maneira, o comportamento dessas pessoas nos festivais de medalhas. Quem representa o estado no brasileiro? Quem representa o Brasil no mundial? Qualquer pessoa, pois não há critério. No “mundial” das entidades não oficiais os países inscrevem 5, 6, 10 atletas na mesma categoria. Na WKF todos sabem que é apenas um atleta por categoria e o nível dos nossos karatecas é infinitamente superior ao das outras entidades não oficiais.

TECNICAMENTE BEM SUPERIOR


     Afirmei que os atletas da CBK/WKF são tecnicamente superiores aos das entidades não oficiais. Esse axioma, porém é baseado em números, em resultados.
     No estado de São Paulo é realizado anualmente o maior evento esportivo da América Latina: Jogos Abertos do Interior. Os JAI são um grandioso espetáculo que conta com vários esportes, inclusive o karatê. Em tal competição participam karatecas de todas as federações (oficiais e não oficiais). Tenho em meu arquivo os resultados do karatê nos Jogos Abertos de São Paulo dos últimos 10 anos e não consta o nome de nenhum karateca não oficial. Poucos conseguem chegar entre os dez primeiros. Nos Jogos Abertos de Santa Catarina o resultado também é o mesmo.
     Em Pernambuco, atletas filiados a única federação oficial do estado (FPK) e atletas filiados a federações não oficiais também competem entre si nos Jogos Universitários de Pernambuco e Campeonato Pernambucano Escolar. Enquanto os atletas da Federação Pernambucana de Karatê (FPK) mostram sua supremacia, os karatecas de entidades não oficiais comemoram quando conseguem ficar entre os oito primeiros.
     A superioridade fica evidente quando professores filiados a CBK são convidados pelas entidades não oficiais a ministrarem cursos.      No estado de Pernambuco muitos atletas e até mesmo dirigentes de entidades não oficiais vão a academias oficiais para terem aulas com técnicas atualizadas e avançadas de kata e kumitê. Nossos professores são reconhecidamente formadores de bons atletas e cidadãos.

CURIOSIDADE


     Um representante de uma dessas federações procurou-me dizendo que a confederação que ele estava filiado estava ameaçando as federações filiadas que não participem com a delegação completa (atletas, técnicos e árbitros) dos campeonatos brasileiros estão sujeitas pena que vão desde a multa que chega a 10 (dez) salários mínimos vigentes em nosso país até desfiliação.
     Deixo para os senhores julgarem!

ÁREA OFICIAL DE COMPETIÇÃO

     Em todo o mundo são realizadas competições de Karatê OFICIAL. Para a realização dos eventos é obrigatória a presença de pisos emborrachados com área mínima de 10 x 10m; 100 metros quadrados, com 100 peças oficiais de 1 metro quadrado.
     Nos eventos de karatê oficial em Pernambuco – como pode ser constatado na galeria de fotos do nosso site – utilizamos 03 (três) áreas oficiais, com 300 peças em todas as competições, pois valorizamos e respeitamos nossos atletas.Oferecemos, portanto, segurança aos mesmos.

     Algumas entidades de “karatê” não oficiais, entretanto, realizam “competições” regionais e nacionais com áreas de 5 X 6m, 7 X 7 m, 8 X 6 m, com objetivo de ganharem espaço e economizarem tatames (peças), deixando os atletas sem segurança, correndo riscos de contusões ao saírem de áreas de competição que variam de 30 a 50 metros quadrados. Essas “entidades” enganam a opinião pública e até mesmo seus atletas ao apresentarem “competições” com 8, 10 ou até mesmo 14 áreas, porém todas com 40 ou no máximo 50 peças.

     Isso é um desrespeito aos atletas!

Luciano de Moura Beltrão
PRESIDENTE – FPK.

 

TOCHA PAN-AMERICANA

     O Revezamento da Tocha dos XV Jogos Pan-Americanos Rio 2007, em diversas cidades dos 42 países das Américas e do Caribe teve inspiração nos Jogos Olímpicos. A chama dos jogos, símbolo da confraternização entre os povos dos países participantes, está no Brasil desde o dia 05 de junho.

     No dia 12 junho a Tocha Pan-Americana esteve no Recife. Antes, porém, a AFEAPE (Associação das Federações Esportivas Amadoras de Pernambuco) foi procurada pelos representantes do Comitê Organizador dos XV Jogos Pan-Americanos Rio 2007 (CO-RIO) e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para indicar atletas e ex-atletas pernambucanos medalhistas internacionais filiados a federações cuja confederações fosse filiadas, vinculadas ou reconhecidas pelo COB.

     Atendendo, então, ao pedido do Comitê Olímpico Brasileiro enviamos uma relação com nome de 100 (cem) atletas e ex-atletas pernambucanos que conquistaram medalhas em eventos internacionais para o Brasil. Dessa relação o Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos selecionou 70 (setenta) atletas para desfilar com a tocha panamericana em Pernambuco; outros 30 (trinta) foram indicados pelo Governo do Estado e prefeituras de Recife e Olinda que selecionou políticos, músicos e alguns praticantes de esportes não oficiais.

     A família FPK está muito feliz, pois quatro karatecas pernambucanos foram escolhidos pelo COB para conduzir a tocha dos Jogos Pan-Americanos em nosso estado. Anderson Santana, Lúcio Beltrão, Tiago Alves e Vanessa Araújo representaram o karatê em Pernambuco.

Luciano de Moura Beltrão
PRESIDENTE – FPK.

 

 

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